Que tal conhecer mais sobre a história de uma das bebidas mais populares do mundo?
Em mês de Oktoberfest, que tal conhecer um pouco sobre a história da personagem principal da festa que atrai
milhares de turistas para Blumenau todos os anos? Estamos falando da cerveja!!!
Há cerca de 10 mil anos, o homem descobriu, por acaso, o processo de fermentação. Assim, em pequena escala,
surgiram as primeiras bebidas alcoólicas. Mais tarde, a cerveja era produzida inicialmente pelos padeiros, em
razão da natureza dos ingredientes que utilizavam: leveduras e grãos de cereais. A cevada era deixada de molho até
germinar e, então, moída grosseiramente e moldada nos bolos em que se adicionava a levedura. Os bolos, depois de
parcialmente assados e desfeitos, eram colocados em jarras com água e deixados fermentar.
Há evidências de que a prática da cervejaria teve início na região da Mesopotâmia, onde a cevada cresce em estado
selvagem. Os primeiros registros de fabricação de cerveja têm aproximadamente 6 mil anos e remetem aos Sumérios,
povo mesopotâmico. A primeira cerveja produzida foi, provavelmente, um acidente. Documentos históricos mostram que
em 2100 a.C., os sumérios alegravam-se com uma bebida fermentada, obtida de cereais. Na Suméria, cerca de 40% da
produção dos cereais destinavam-se às cervejarias chamadas “casas de cerveja”, mantida por mulheres. Os egípcios
logo aprenderam a arte de fabricar cerveja e carregaram a tradição no milênio seguinte, agregando o líquido à sua
dieta diária. A cerveja produzida naquela época era bem diferente da de hoje em dia. Era escura, forte e muitas
vezes substituía a água, sujeita a todos os tipos de contaminação, causando diversas doenças à população. Mas a
base do produto, a cevada fermentada, era a mesma.
A expansão definitiva da cerveja aconteceu com o Império Romano, que se encarregou de levá-la para todos os cantos
onde ainda não era conhecida. É atribuída a Júlio César a introdução de cerveja entre os britânicos, pois quando
ele chegou à Britânia, o povo bebia apenas leite e licor de mel. Através dos romanos, a cerveja também chegou à
Gália (hoje França). E foi aí que a bebida definitivamente ganhou seu nome latino. Os gauleses denominavam essa
bebida de cevada fermentada de “cerevisia” ou “cervisia”, em homenagem a Ceres, deusa da agricultura e da
fertilidade.
Na Idade Média, os conventos assumiram a fabricação da cerveja que, até então, era uma atividade familiar, como
cozer o pão ou fiar o linho. Pouco a pouco, à medida que cresciam os aglomerados populacionais e que se libertavam
os servos, entre os séculos VII e IX, começaram a surgir artesãos cervejeiros, trabalhando principalmente para
grandes senhores e para abadias e mosteiros. O monopólio da fabricação da cerveja até por volta do século XI
continuou com os conventos, que desempenhavam relevante papel social e cultural, acolhendo os peregrinos de outras
regiões. Por isso, todo monastério tinha um albergue e uma cervejaria. Os monges por serem os únicos que
reproduziam os manuscritos da época, puderam conservar e aperfeiçoar a técnica de fabricação da cerveja.
Com o aumento do consumo da bebida, os artesãos das cidades começaram também a produzir cerveja, o que levou os
poderes de públicos a se preocuparem com o hábito de se beber cerveja. As tabernas ou cervejarias eram locais onde
se discutiam assuntos importantes e muitos negócios eram concluídos entre um gole e outro de cerveja. A partir do
século XII, pequenas fábricas foram surgindo nas cidades europeias e, com uma técnica mais aperfeiçoada, os
cervejeiros já sabiam que a água tinha um papel determinante na qualidade da cerveja. Assim a escolha da
localização da fábrica era feita em função da proximidade de fontes de água muito boa.
Com a posterior invenção de instrumentos científicos (termômetros e outros), assim como o aperfeiçoamento de novas
técnicas de produção, o que se bebe hoje é um conjunto de todas as descobertas que possibilitaram o aprimoramento
de uma das bebidas mais populares do mundo.